Doentes de Amor – Resenha

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Baseado na vida real do produtor e ator do filme Kumail, a história gira em torno da vida dele e de Emily. Kumail é um comediante de stand-up em Chicago, cidade onde mora desde que seus pais deixaram o Paquistão, no entanto ele não é adepto aos costumes paquistaneses como rezar e aceitar um casamento arranjado. É então que ele conhece Emily, um Americana, branca, que contraria o tipo de mulher certa para seus pais.

Kumail, que vive ele mesmo no filme, é aquele ator que você já viu em inúmeros filmes e séries, mas nunca lembra exatamente onde, por isso, esse é um filme que veio provavelmente para destacar seu rosto nas telonas.  Quem vive Emily é Zoe Kazan que é uma fofa e já viveu diversos outros papeis como no filme “What if”e “In Your Eyes”.

Ambas as personagens tem um vínculo bem forte com os pais. E estes se fazem bastante presentes no filme. Principalmente os de Emily, que após ela parar no hospital com uma doença misteriosa (não é spoiler), irão passar um bom tempo com Kumail em diversas cenas. Na obra ainda é discutido a diferença entre as culturas, sem favoritismos, os diálogos são imparciais, mostrando apenas a essência das personagens.

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O longa cumpre bem a promessa de ser uma comédia romântica, e as personagens foram muito humanizadas, de forma que cause empatia para o telespectador. Doentes de Amor foi um filme que encontrei em uma lista por aí como melhores comédias românticas de 2017, então resolvi baixar e ver se realmente era aquilo tudo. Mas a verdade é que não me surpreendeu, nem desapontou. É aquele tipo de filme legal para assistir naquele dia que não tem nada para fazer.

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Além-Mundos (Resenha)

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Desde que recebi o livro “Além-Mundos” da Galera Record, eu tive a impressão que esse livro guardava muitas surpresas, no entanto, acaba enrolando por causa do tamanho dele (546 páginas), e vocês não sabem o arrependimento de não ter lido essa maravilha antes. Além-Mundos é completamente diferente de tudo que já havia lido e é capaz de te prender a cada capítulo.

A história é sobre a personagem Darcy Patel, uma jovem que escreveu seu primeiro livro em um mês. Ela troca os planos de ir para a faculdade por mudar-se para Nova York e acompanhar durante um ano inteiro o processo até poder lançar seu livro. Sim, aprendi o quanto é demorado até os livros irem finalmente para as livrarias. No entanto, também temos outra personagem principal, Lizzie, uma garota que passa por um ataque terrorista em um aeroporto, e na tentativa de se salvar, ela se finge de morta, só que ela finge tão bem que acaba atravessando o véu que separa o mundo dos vivos e dos mortos, assim vai parar no “Além-Mundos”.

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Até então o livro não parece muito diferente. Mas é aí que vem a surpresa, Lizzie é a personagem criada por Darcy, e “Além-Mundos” é o livro escrito por ela. Os capítulos são intercalados entre a história de Darcy em Nova York e o seu livro que tem como personagem principal a Lizzie. Ou seja, temos duas histórias dentro de um único livro. 

“Além-Mundos” foi tão bem escrito que hora alguma você fica confuso, na verdade, você fica cada vez mais surpreso com o desenrolar da história. É possível acompanhar, Darcy Patel, na revisão de seu livro, à procura do final perfeito, sua nova vida em Nova York, seu primeiro amor e sua angústia de não saber se seu livro será um sucesso. Em meio a tudo isso, podemos ver claramente seu amadurecimento. A história de Lizzie é bem mais sombria, com fantasmas, a descoberta de um novo mundo, perigos e também seu romance com Yamaraj. As duas histórias são costuradas de forma fascinante.

Os capítulos tem o tamanho certo para deixar o leitor curioso, muitas vezes eu ficava pensando “não muda agora para a história da Darcy/Lizzie”, e assim era um capítulo atrás do outro. Tanto, que pelo número de páginas, terminei ele bem rápido. A história é muito fluida e a diagramação está ótima. Só acho que pecaram um pouco na escolha da capa, que não achei com o design tão bonito.

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No mais, o livro é sensacional, vale a leitura de cada página. Eu nunca tinha lido nada do autor e agora estou super interessada em outros livros dele.

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O Histórico Infame de Frankie Landau Banks (Resenha)

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Hoje vim falar desse presente MARAVILHOSO que ganhei, sabe aquele livro que você fica namorando, mas não compra por uma razão ou outra? Fiquei 2 anos assim até consegui-lo! Já tinha visto muita gente falando bem, inclusive a Pâm Gonçalves, que foi por onde ouvi falar pela primeira vez.

“O histórico infame de Frankie Landau Banks” (que nome gigante), nos faz acreditar inicialmente que estamos lendo um daqueles clichês, depois das férias Frankie volta para o colégio para começar o segundo ano do ensino médio, porém nesse período seu corpo mudou muito e ela passa a chamar a atenção dos alunos da Alabaster, inclusive do cara mais popular do colégio Matthew Livingston. Porém com o decorrer da leitura percebemos que a história está muito além do clichê. 

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O livro trata de assuntos feministas, sobre hierarquia e poder, além de sociedades secretas. Frankie é uma personagem que me encantei, ela não se contenta nas regras impostas por ser uma garota, tem ambições e quer mostrar que mulheres também podem ser ótimas líderes tanto quanto homens (Girl Power Baby). Vemos a objetificação do corpo da mulher, Frankie é muito mais do que o corpo que ganhou nas últimas férias, ela é uma mente brilhante.

“É melhor ficar sozinha, ela pensa, do que ficar com alguém que não te enxerga como você é. É melhor liderar do que seguir. É melhor falar do que ficar em silêncio. É melhor abrir portas do que fechá-las na cara das pessoas.”

Vemos uma evolução muito grande da personagem, muitas vezes ela se moldou para encaixar em um relacionamento, mesmo não sendo ela mesma, e é algo tão comum fazermos isso sem perceber, mas também é algo que não devemos aceitar, pois quem nos ama de verdade vai ficar com a gente pelo o que somos, eu amei o livro tratar desse assunto, ainda mais pensando no público do livro que é Young Adult.

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Devorei as páginas, no meio de tanto assuntos importantes a história também é muito divertida, com situações engraçadas e que nos faz torcer por essa jovem heroína (mesmo ela aprontando poucas e boas). Uma história inteligente, envolvente e questionadora, acho que essas três palavras definem bem essa leitura.

O que falar do design e diagramação? Eu amei, a capa com o azul dando contraste, e a foto do colégio entre as letras de forma sutil ficou de uma harmonia linda. Apesar de ser para um público Young Adult como disse acima, é uma leitura que recomendo para todas as idades e com certeza é uma história que vou levar para a vida com muito carinho. 

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Girls – Primeira Temporada

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Comecei recentemente a assistir a série Girls, mas para falar a verdade não tinha noção do que ela falava. Inicialmente imaginei que fosse algo bem “Gossip Girl” e “Sex and the City”, mas me enganei completamente. A série é sobre quatro amigas, que moram em Nova York, e nos seus 20 e poucos anos encontram-se naquele dilema da dificuldade em entrar na vida adulta.

Algo que achei muito bom na série é o fato dela mostrar o lado mais real, pois as meninas se encontram na fase de conseguir empregos depois da faculdade (o que é muito difícil), ter relacionamentos sejam eles sérios ou não, pagar contas, ainda ter que pedir ajuda dos pais e todo o drama de alguém que não sabe o que fazer direito com esse novo universo que foi inserido. serie_girls2

As quatro garotas tem personalidades muito diferentes e juntas possuem muita química. A série não tem nada de glamour, só gente no “padrão” e feliz. Ela mostra realmente relações sexuais (e são durante estas que grande diálogos acontecem, acredite!), mostra corpos de verdade, gente de verdade, pessoas felizes, mas também infelizes. Muitas cenas as garotas encontram-se com pouca ou nenhuma maquiagem. É uma série com bastante drama e também humor, de um episódio para outro muita coisa pode mudar e te deixar de boca aberta, algo que pode esperar é muita confusão.

Ainda assisti apenas a primeira temporada e essa é a impressão que a série me passou até então, tenho gostado bastante e ao terminar todas as temporadas farei um novo post sobre o que mudou na minha visão de “Girls”  e minhas novas observações

Atenção:a idade indicativa da série é 16 anos.

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O Ar Que Ele Respira (Resenha)

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Fazia muito tempo que vinha tentando encontrar um livro que me prendesse de forma que me deixasse envolvida com a trama e personagens, foi então que comecei a ler “O ar que ele respira” e este provavelmente foi um dos melhores livros que li este ano.

A história é sobre dois protagonistas: Tristan e Elizabeth. Logo no início podemos acompanhar o retorno de Elizabeth  e sua filha de cinco anos para sua antiga cidade após um ano que perdeu seu marido em um acidente, onde encontrará lembranças, velhos amigos, sua antiga casa e também Tristan, seu novo vizinho. Este mudou-se a pouco tempo e já é muito comentado pela cidade. Taxado como esquisito e perigoso, Tristan leva uma vida solitária, não é nada amigável e tudo o que as pessoas querem dele é distância.

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O livro segue de forma fluída, os capítulos são intercalados com a narração das personagens em primeira pessoa, o que possibilita maior envolvimento com estes e até mesmo empatia, pois podemos conhecê-los mais afundo, seus sentimentos, pensamentos e desejos. Criando uma forte relação entre leitor e personagens.

Elizabeth tem dificuldade de quebrar as barreiras com Tristan, por ele ser rude e não deixar que se aproximem dele. E são durantes essas cenas que vemos a grande química entre eles, e o casal tem um “toque sensual” o que faz com que o leitor queira os dois juntos o mais rápido possível.

Ambas as personagens carregam dores inimagináveis que são relembradas em diversos momentos, muitas vezes as cenas são fortes e tristes. No entanto com o passar da história é possível perceber essas feridas sendo cicatrizadas ou ao menos a dor sendo amenizada, isso se deve ao amor, completamente clichê, mas extremamente necessário na vida dos protagonistas.

Uma personagem que me cativou foi Faye, melhor amiga de Elizabeth, ela é quem faz a história ser um pouco mais leve, por ser divertida e falar o que pensa. Assim que conheci o humor de Faye, percebi o quão essencial ela era na história para que não ficasse muito pesado o clima para o leitor.

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A capa  é maravilhosa, apesar que antes de começar a ler, eu esperava uma história com anjos, pois esse ar de mistério que tem e penas na capa me levaram a pensar isso. Apesar do equívoco o livro não me decepcionou em nada, só me surpreendeu de forma muito positiva. Os capítulos são pequenos, dando rapidez à leitura, sempre te fazendo pensar  “só mais esse capítulo” e a diagramação também está ótima.  O livro faz parte da série “Elementos”, em que serão quatro livros inspirados em “ar, fogo, terra e água” e cada um contará a história de um casal. Não preciso nem dizer que já quero o próximo né?

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O Herói Improvável da Sala 13B (Resenha)

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Aqui está um livro que demorei muito para ler, não porque foi uma leitura ruim, de jeito nenhum, eu adorei o livro. Eu estava passando por um momento de ressaca literária e por isso não consegui me envolver com o livro logo de primeira, mas voltei a ler depois de alguns meses e foi uma leitura ótima. 

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Nessa história conhecemos Adam, um menino de 14 anos que tem TOC. Esse é um assunto que acho bem interessante, pois é algo que eu nunca tinha lido sobre e acredito que muitas pessoas também não, é um tema que deve ser explorado para podermos compreender melhor, foi uma leitura de grande aprendizado.

Adam (Batman) está em grupo de apoio onde ele conhece Robin, ele não entende porque ele é “assim” e a partir do momento que conhece Robin decide melhorar, ajudar sua Robin e viver um romance com ela. Muitas questões são abordadas e o TOC é mostrado em níveis diferentes. A história é bem centrada no Adam, apesar de ser contada em terceira pessoa, mas sabe aquele livro que você sente que conheceu as personagens, mesmo sendo centrado em apenas uma?

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No grupo cada pessoa é chamada pelo nome de um herói e adorei isso, pois em maior parte da história não vemos os nomes verdadeiros e sim os nomes de heróis. Além do grupo Adam tem que lidar com sua mãe que vem recebendo cartas anônimas a ameaçando, com seu irmão mais novo que também tem TOC e muitas outras questões.

Achei interessante mostrar que o TOC não tem idade, o livro mostra em diversas personagens isso, inclusive no Docinho, irmão mais novo de Adam. O final do livro é muito surpreendente, quando acabei de ler tive que digerir um pouco tudo. Diversas vezes me senti agoniada lendo o livro, pois é como se estivéssemos nos pensamentos de Adam e participamos com eles das contagens e rituais.

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Algo que reparei  é que Adam se preocupa muito com as outras pessoas, e às vezes deixa até de cuidar de si para ajudar as outras. Ele é uma personagens que vai fazendo pequenas coisas com grande significado e nos mostra que com pequenos gestos podemos ajudar o próximo de uma forma enorme.

A leitura é bem leve, a diagramação ajudou muito com isso e as páginas vão passando rapidamente. A escrita da autora é sensacional, leve, mas ao mesmo tempo rica. É um livro que recomendo muito e que tem muito a nos ensinar.

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Suzy e as águas vivas

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Quando peguei esse livro não tinha expectativa nenhuma, nem a sinopse eu tinha lido, e foi a melhor escolha que fiz, pois fui surpreendida a cada página com sua história simples e encantadora.

Quem narra a trama é Suzy, uma garota de 12 anos que encontra-se atordoada pela perda de Franny, sua ex-melhor amiga, e pelo último momento que tiveram juntas. Após questionar sua mãe sobre a morte de Franny ela recebe a resposta de que “as vezes as coisas simplesmente acontecem”, não satisfeita ela se convence que ela foi morta por uma água viva e resolve provar isso sozinha.

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“Talvez, em vez de nos sentirmos como um grão de poeira, possamos lembrar que todas as criaturas nesta Terra são feitas de pó de estrelas. E nós somos as únicas criaturas que sabem disso.”

Como disse, a história é contada de forma simples, isso acontece muitas vezes quando existe a perspectiva de uma criança. Suzy está tentando entender muita coisa a sua volta, é uma garota extremamente curiosa, que enfrenta aquela fase em que garotas começam a se interessar por garotos e a aparência passa a ser uma prioridade, no entanto Suzy não chegou ainda nessa fase, ela ainda usa seu cabelo armado, roupas largas e por isso não se encaixa entre os populares do colégio. Algo que admirei muita na personagem é o fato dela continuar sendo ela mesma, e não ligar para o que os outros pensavam. Você vai se apaixonar pela personagem, mas algumas vezes vai pensar “não faça isso pelo amor de Deus”, no entanto vai ver que era importante Suzy fazer algumas coisas mesmo que erradas, pois ela é uma criança e é através desses erros que ela vai aprender.

Após a perda de sua ex-melhor amiga, percebe-se que Suzy tenta lidar com o luto, mas se culpa muitas vezes por acontecimentos passados. Ela decide que o silêncio é a melhor forma de lidar com isso e foca na teoria das águas vivas como até mesmo um refúgio, por isso assuntos como depressão, superação, falta de amizades e solidão são pautas importantes da história.

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O livro é construído no presente e através de flashbacks, feito de forma que o leitor não fique confuso. Podemos conhecer Franny através das lembranças de Suzy e sobre a amizade delas, nesses flashbacks ela se dirige à ex-melhor amiga, e não ao leitor como de costume. Composto de poucas personagens, permite com que exista certo envolvimento entre estas e o  leitor.

“É interessante como não-palavras podem ser melhores do que palavras. O silêncio pode dizer mais do que o barulho, da mesma maneira que a ausência de uma pessoa pode ocupar ainda mais espaço do que sua presença ocupava.”

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Apesar de simples, é extremamente interessante e cativante, aprendi muitas coisas com Suzy que é inteligente e tem ânsia de saber respostas. Vi uma outra perspectiva do mundo, mais inocente e talvez até mesmo mais bonito, pois muitas vezes complicamos coisas e fazemos disso algo tão grande que perdemos momentos que ao ver de um adulto não tem importância, mas ao olhar de uma criança pode ser magnífico.

Super recomendo essa leitura, que é rápida, o livro é pequeno e vai fazer você querer indicar para todos.

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