Doentes de Amor – Resenha

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Baseado na vida real do produtor e ator do filme Kumail, a história gira em torno da vida dele e de Emily. Kumail é um comediante de stand-up em Chicago, cidade onde mora desde que seus pais deixaram o Paquistão, no entanto ele não é adepto aos costumes paquistaneses como rezar e aceitar um casamento arranjado. É então que ele conhece Emily, um Americana, branca, que contraria o tipo de mulher certa para seus pais.

Kumail, que vive ele mesmo no filme, é aquele ator que você já viu em inúmeros filmes e séries, mas nunca lembra exatamente onde, por isso, esse é um filme que veio provavelmente para destacar seu rosto nas telonas.  Quem vive Emily é Zoe Kazan que é uma fofa e já viveu diversos outros papeis como no filme “What if”e “In Your Eyes”.

Ambas as personagens tem um vínculo bem forte com os pais. E estes se fazem bastante presentes no filme. Principalmente os de Emily, que após ela parar no hospital com uma doença misteriosa (não é spoiler), irão passar um bom tempo com Kumail em diversas cenas. Na obra ainda é discutido a diferença entre as culturas, sem favoritismos, os diálogos são imparciais, mostrando apenas a essência das personagens.

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O longa cumpre bem a promessa de ser uma comédia romântica, e as personagens foram muito humanizadas, de forma que cause empatia para o telespectador. Doentes de Amor foi um filme que encontrei em uma lista por aí como melhores comédias românticas de 2017, então resolvi baixar e ver se realmente era aquilo tudo. Mas a verdade é que não me surpreendeu, nem desapontou. É aquele tipo de filme legal para assistir naquele dia que não tem nada para fazer.

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Beijos

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Permita-se experimentar mais

Mais uma daquelas conversas que estou amando ter com vocês, hoje vim falar de uma frase que digo muito: “Por que não (li, vi, fiz) isso antes?” e sobre uma opinião formada antes mesmo de experimentar/tentar algo. 

Muitas vezes não leio um livro porque acho que vai ser chato pela capa, não vejo um filme porque todo mundo gosta e virou “modinha”, não uso um acessório por implicância, resistência, não tento algo porque acho que não vou conseguir ou não vai ser legal . Às vezes nem tem um motivo para aquilo. Então eu leio o livro, assisto o filme, ou experimento o acessório e amo! A gente não deveria se permitir experimentar mais? Vou dar alguns exemplos simples aqui que aconteceram recentemente.

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Sempre tive uma ideia sobre livros da Paula Pimenta, que seriam infantis e por isso não lia, mesmo com tantas recomendações não quis saber dos livros por anos. Ganhei ele em uma amigo oculto (arrasou no presente), resolvi dar uma chance e gente não preciso dizer que amei né? Um filme que não me interessava de jeito nenhum era O Hobbit (pasmem), depois de muito relutar e muita insistência do meu namorado para dar uma chance só falta um dos filmes para ver e estou adorando.

A gente perde tanta coisa por não experimentar, coisas simples mesmo. Sei que é muito difícil a gente se livrar disso totalmente, tem muitas, mas MUITAS coisas mesmo que ainda tenho essa resistência, mas a partir do momento que você se abre para tentar se livrar dessa pré concepção você pode se surpreender muito. E se eu ler o livro e não gostar? A vida não é feita apenas de experiências boas. Dei esses exemplos acima, mas isso serve para muita coisa, uma comida, música, roupa, um curso e muito mais. Temos essa “mania” de formar opinião sobre tudo antes mesmo de conhecer, então, se permita experimentar mais.

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Além-Mundos (Resenha)

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Desde que recebi o livro “Além-Mundos” da Galera Record, eu tive a impressão que esse livro guardava muitas surpresas, no entanto, acaba enrolando por causa do tamanho dele (546 páginas), e vocês não sabem o arrependimento de não ter lido essa maravilha antes. Além-Mundos é completamente diferente de tudo que já havia lido e é capaz de te prender a cada capítulo.

A história é sobre a personagem Darcy Patel, uma jovem que escreveu seu primeiro livro em um mês. Ela troca os planos de ir para a faculdade por mudar-se para Nova York e acompanhar durante um ano inteiro o processo até poder lançar seu livro. Sim, aprendi o quanto é demorado até os livros irem finalmente para as livrarias. No entanto, também temos outra personagem principal, Lizzie, uma garota que passa por um ataque terrorista em um aeroporto, e na tentativa de se salvar, ela se finge de morta, só que ela finge tão bem que acaba atravessando o véu que separa o mundo dos vivos e dos mortos, assim vai parar no “Além-Mundos”.

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Até então o livro não parece muito diferente. Mas é aí que vem a surpresa, Lizzie é a personagem criada por Darcy, e “Além-Mundos” é o livro escrito por ela. Os capítulos são intercalados entre a história de Darcy em Nova York e o seu livro que tem como personagem principal a Lizzie. Ou seja, temos duas histórias dentro de um único livro. 

“Além-Mundos” foi tão bem escrito que hora alguma você fica confuso, na verdade, você fica cada vez mais surpreso com o desenrolar da história. É possível acompanhar, Darcy Patel, na revisão de seu livro, à procura do final perfeito, sua nova vida em Nova York, seu primeiro amor e sua angústia de não saber se seu livro será um sucesso. Em meio a tudo isso, podemos ver claramente seu amadurecimento. A história de Lizzie é bem mais sombria, com fantasmas, a descoberta de um novo mundo, perigos e também seu romance com Yamaraj. As duas histórias são costuradas de forma fascinante.

Os capítulos tem o tamanho certo para deixar o leitor curioso, muitas vezes eu ficava pensando “não muda agora para a história da Darcy/Lizzie”, e assim era um capítulo atrás do outro. Tanto, que pelo número de páginas, terminei ele bem rápido. A história é muito fluida e a diagramação está ótima. Só acho que pecaram um pouco na escolha da capa, que não achei com o design tão bonito.

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No mais, o livro é sensacional, vale a leitura de cada página. Eu nunca tinha lido nada do autor e agora estou super interessada em outros livros dele.

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The Zookeeper’s Wife (Resenha)

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Assisti esse filme há um tempinho, mas ele me tocou de tal forma que quis trazer a resenha aqui para vocês. Baseado em uma história real, o filme é sobre como o casal Jan Zabinski e Antonina salvaram 300 judeus das mãos de nazistas. O nome traduzido para o português é “O Zoológico de Varsóvia”, e é esse o local onde o casal abrigava os judeus.

O filme se passa na Polônia e bem no início ocorre o ataque surpresa dos nazistas, Jan e Antonina decidem então abrigar uma amiga judaica da família, e a partir disso concordam entre si em ajudar outras pessoas. Com a desculpa de pegar comidas para os porcos que passam a serem criados no zoológico Jan consegue resgatar vários judeus, surgindo assim o Gueto de Varsóvia.

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Uma atriz que foi brilhante em sua atuação foi a Shira Hass, que interpreta uma garota abusada sexualmente, com cenas fortes ela consegue passar seus sentimentos pra os espectador e é uma das personagens mais marcantes do filme. Jessica Chastain (Antonina) interpreta uma mulher forte, guerreira, cheia de empatia e de uma sensibilidade gigante.

Algo que me incomodou foi a questão do tempo, muitos anos se passam de forma rápida e ao final do filme não consegui pensar que tinham-se passado tantos anos, a sensação que tive era que tinha assistido a um ano apenas. Não sei se por faltarem detalhes ou mais acontecimentos por anos, achei alguns vagos.

A fotografia, ambientação e figurino são muito bem feitos, assim como as cenas com os animais, que vão de momentos de tranquilidade a momentos de guerra. Com cenas comoventes do início ao fim “O Zoológico de Varsóvia”, nos faz pensar que em meio a tanto mal, guerra e individualismo existem pessoas boas, dispostas a ajudar e que se importam com o próximo.

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Transição Capilar

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Foto: Luiza Normey

Provavelmente você já ouviu por aí algumas pessoas dizendo que estão em transição capilar e com isso notou a força que o cabelo ondulado, cacheado e crespo tem ganhado cada vez mais. Nos anos 2000 surgiram muitas químicas para alisamentos nos cabelos e muitas pessoas (não só mulheres) aderiram a este movimento por diversos motivos, seja para ter mais facilidade, se achar mais bonita com o cabelo liso ou simplesmente se encaixar no padrão imposto pela sociedade. No entanto agora, muitas pessoas tem voltado para o cabelo natural e com isso entrado na transição capilar.

A transição capilar é o processo em que você para de fazer química no cabelo ou algo mecânico (como chapinha) e deixa ele crescer natural até que não haja mais resíduos nele e dessa forma você assume ele do jeitinho que é.

Não é só produtos químicos que mudam a estrutura do cabelo? Não! As chapinhas se feitas com frequência também podem mudar a estrutura, além de acabar com o cabelo por causa do grande calor transmitido no contato. Por isso, muitas pessoas acabam tendo que passar pela transição por causa do uso de chapinha, ou muitas vezes preferem parar de usar química, usar a chapinha e passar duas vezes pela transição.

Então qual seria o jeito certo de passar pela transição? O jeito certo é da forma como se sentir bem, vale fazer escova se quiser, usar chapinha mesmo que vá ter que um pouco mais trabalho e demore um pouco mais, pode fazer texturização (existem muitos vídeos no youtube ensinando), fazer o famoso Big Chop em que você corta toda a química do cabelo tornando o processo bem mais rápido, entre diversos outros.

A transição não tem um tempo determinado, pode demorar cerca de um, dois, três anos ou assim que fizer o Big Chop. E durante o processo é importante cuidar muito bem do cabelo novo que está nascendo, usar produtos específicos para o seu tipo e ter muita paciência.

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Foto: Luiza Normey

A minha transição:

Eu resolvi voltar aos meus cachos tem 11 meses, desde dezembro de 2016 que não utilizo química, pois me vi dependente desta, estava cansada de todo aquele sofrimento no salão e vi o quanto o meu cabelo era lindo natural, que só alisava ele pois queria me encaixar no padrão. Mas isso vai de pessoa para pessoa, se você gosta de alisar, continue, não tem problema! O importante é você se sentir bem e maravilhosa.

Durante o processo de transição eu tenho feito muita hidratação, nutrição e reconstrução. Tenho alternado entre alguns tipos de cremes para assim o meu cabelo conseguir tudo o que precisa para crescer bem saudável, além de usar também óleos. Eu uso chapinha ou babyliss raramente, apenas em situações especiais, tenho evitado para não danificar nada. Desde então já realizei dois cortes e retirei parte da química, preferi optar por ir cortando ao poucos e ter paciência, já é possível ver alguns cachos no meu cabelo, pois a minha raiz sempre foi um pouco lisa, então na raiz mesmo acredito que não haverão muitos cachos.

Falei rapidamente aqui no post o que é a transição e sobre como tenho passado esse processo, caso vocês queiram algo bem detalhado,com exemplos e inspirações conte ai nos comentários que farei com o maior prazer! Espero que tenham gostado!

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O Histórico Infame de Frankie Landau Banks (Resenha)

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Hoje vim falar desse presente MARAVILHOSO que ganhei, sabe aquele livro que você fica namorando, mas não compra por uma razão ou outra? Fiquei 2 anos assim até consegui-lo! Já tinha visto muita gente falando bem, inclusive a Pâm Gonçalves, que foi por onde ouvi falar pela primeira vez.

“O histórico infame de Frankie Landau Banks” (que nome gigante), nos faz acreditar inicialmente que estamos lendo um daqueles clichês, depois das férias Frankie volta para o colégio para começar o segundo ano do ensino médio, porém nesse período seu corpo mudou muito e ela passa a chamar a atenção dos alunos da Alabaster, inclusive do cara mais popular do colégio Matthew Livingston. Porém com o decorrer da leitura percebemos que a história está muito além do clichê. 

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O livro trata de assuntos feministas, sobre hierarquia e poder, além de sociedades secretas. Frankie é uma personagem que me encantei, ela não se contenta nas regras impostas por ser uma garota, tem ambições e quer mostrar que mulheres também podem ser ótimas líderes tanto quanto homens (Girl Power Baby). Vemos a objetificação do corpo da mulher, Frankie é muito mais do que o corpo que ganhou nas últimas férias, ela é uma mente brilhante.

“É melhor ficar sozinha, ela pensa, do que ficar com alguém que não te enxerga como você é. É melhor liderar do que seguir. É melhor falar do que ficar em silêncio. É melhor abrir portas do que fechá-las na cara das pessoas.”

Vemos uma evolução muito grande da personagem, muitas vezes ela se moldou para encaixar em um relacionamento, mesmo não sendo ela mesma, e é algo tão comum fazermos isso sem perceber, mas também é algo que não devemos aceitar, pois quem nos ama de verdade vai ficar com a gente pelo o que somos, eu amei o livro tratar desse assunto, ainda mais pensando no público do livro que é Young Adult.

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Devorei as páginas, no meio de tanto assuntos importantes a história também é muito divertida, com situações engraçadas e que nos faz torcer por essa jovem heroína (mesmo ela aprontando poucas e boas). Uma história inteligente, envolvente e questionadora, acho que essas três palavras definem bem essa leitura.

O que falar do design e diagramação? Eu amei, a capa com o azul dando contraste, e a foto do colégio entre as letras de forma sutil ficou de uma harmonia linda. Apesar de ser para um público Young Adult como disse acima, é uma leitura que recomendo para todas as idades e com certeza é uma história que vou levar para a vida com muito carinho. 

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Girls – Primeira Temporada

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Comecei recentemente a assistir a série Girls, mas para falar a verdade não tinha noção do que ela falava. Inicialmente imaginei que fosse algo bem “Gossip Girl” e “Sex and the City”, mas me enganei completamente. A série é sobre quatro amigas, que moram em Nova York, e nos seus 20 e poucos anos encontram-se naquele dilema da dificuldade em entrar na vida adulta.

Algo que achei muito bom na série é o fato dela mostrar o lado mais real, pois as meninas se encontram na fase de conseguir empregos depois da faculdade (o que é muito difícil), ter relacionamentos sejam eles sérios ou não, pagar contas, ainda ter que pedir ajuda dos pais e todo o drama de alguém que não sabe o que fazer direito com esse novo universo que foi inserido. serie_girls2

As quatro garotas tem personalidades muito diferentes e juntas possuem muita química. A série não tem nada de glamour, só gente no “padrão” e feliz. Ela mostra realmente relações sexuais (e são durante estas que grande diálogos acontecem, acredite!), mostra corpos de verdade, gente de verdade, pessoas felizes, mas também infelizes. Muitas cenas as garotas encontram-se com pouca ou nenhuma maquiagem. É uma série com bastante drama e também humor, de um episódio para outro muita coisa pode mudar e te deixar de boca aberta, algo que pode esperar é muita confusão.

Ainda assisti apenas a primeira temporada e essa é a impressão que a série me passou até então, tenho gostado bastante e ao terminar todas as temporadas farei um novo post sobre o que mudou na minha visão de “Girls”  e minhas novas observações

Atenção:a idade indicativa da série é 16 anos.

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