How To Get Away With Murder

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Se você não está afim ou não pode fazer maratona de How To Get Away With Murder, é melhor nem começar, porque eu garanto, nos primeiros minutos da série você já estará vidrado e parar é quase impossível.

How To Get Away With Murder é uma série do tipo policial e que sempre tem aqueles casos para serem resolvidos no tribunal. Até aí, você pode pensar que é como qualquer uma do gênero, no entanto eu garanto que não. A história gira em torno da vida pessoal e profissional de Annalise Keating, uma advogada de defesa criminal. Ela é professora da Universidade de Middleton e escolhe cinco de seus melhores alunos para trabalharem em seu escritório, como um estágio.

Durante as temporadas existe um padrão, em que há um caso maior a ser resolvido e “sub-casos” durante os episódios. Na primeira temporada o caso maior é sobre o desaparecimento de uma garota chamada Laila, esse caso no entanto afeta diretamente a vida dos alunos, Annalise e seus assistentes (Frank e Bonnie). Já no início do primeiro episódio, o que não é spoiler, aparece os alunos em uma floresta com um corpo, o que faz com que o telespectador fique intrigado de imediato.

É possível perceber uma grande evolução nos alunos de Annalise (Wes Gibbins, Connor Walsh, Michaela Pratt, Laurel Castillo e Asher Millstone). Existe um esteriótipo em volta do grupo nos primeiros episódios como o que não deveria ter entrado no grupo, o gay, a negra, a latina e o idiota, mas que são quebrados ao longo que vamos conhecendo suas personalidades e vendo suas ações. Os sentimentos por essas personagens vão sofrendo alterações, uma hora você ama algum, já em outro momento se pergunta o que ele está fazendo ali.

CHARLIE WEBER, LIZA WEIL, BILLY BROWN, MATT MCGORRY, AJA NAOMI KING, VIOLA DAVIS, KATIE FINDLAY, ALFRED ENOCH, KARLA SOUZA, JACK FALAHEE

Os atores são maravilhosos, já com Viola Davis no elenco, percebe-se a qualidade. A série toda tem uma fotografia mais escura trazendo a ideia de mistério. Algo que reparo são os figurinos, os de Annalise são sempre muito sofisticados e passa a imagem de uma mulher poderosa.

A narrativa é um ponto que chamou muito minha atenção, pois esta não é linear, muitas vezes começam com o final da história, algo que aconteceu no primeiro episódio pode ser desvendado na metade da temporada ou no final e existem diversos flashbacks, ou seja, é como se os roteiristas soubessem desde o início o que ocorreria em toda a temporada e criam grandes conexões entres os episódios.

Fato é que depois da primeira temporada imaginei como fariam uma outra tão boa à altura. E posso garantir, o nível da série é altíssimo, que fará sua cabeça borbulhar com questionamentos, criará discussões entre os amantes e te prenderá até o último segundo. Depois dessa resenha eu nem precisaria falar que indico muito não é mesmo?

Além da resenha você pode conferir o vídeo que gravamos também sobre a série, e se gostar, inscreva-se no canal!

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Moana – Representativide importa

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Antes de fazer esse post assisti o filme três vezes, eu estou apaixonada por ele, a história é encantadora, mas o que mais me encantou? O que o filme passa às crianças, jovens, pai e mães. Estamos construindo um mundo igualitário para homens e mulheres e Moana nos ajuda nisso. 

O filme é sobre Moana, filha do chefe de Taui, uma ilha na Polinésia.  Ela é escolhida pelo oceano e tem a missão de encontrar o semi-deus Maui e devolver o coração da deusa Te Fiti, pois seu povo está ameaçado pelo monstro de lava Te Ka. Nessa jornada terá que enfrentar vários desafios para tentar salvar seu povo. Agora que já estão situados da história,vamos a alguns pontos importantes:

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“Ela precisava de um herói, então foi o que ela se tornou”

Representatividade e empoderamento feminino:

Em quantas personagens da Disney você se vê? A maioria das princesas são loiras, cabelo liso,  pele branca, olhos azuis, são resgatadas por um príncipe . Nesse filme vemos uma personagem forte, com cabelos cacheados e diga-se de passagem que A ANIMAÇÃO DO CABELO FICOU SENSACIONAL!

Moana não admite ser chamada de fraca, de princesa, que os padrões caiam sobre ela,  é uma garota que vai atrás do que acredita e encara os desafios. A Disney dá um grande passo, mostra para as garotas que são fortes, independentes, lindas e que o  lugar de mulher é onde ela quiser, seja com o desejo de ser uma princesa ou não! 

Mas cadê o príncipe?

Em Moana não existe príncipe para salvá-la, afinal isso não é necessário. Em muitos filme da Disney o grande objetivo das personagens femininas é encontrar o príncipe encantado, nesse filme a Disney desconstrói essa ideia, não há interesse amoroso, Moana é completa por si só. Ela vai atrás de outros objetivos e nos mostra que o final feliz depende apenas de nós mesmas.

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A parte musical do filme está impecável, não me canso de ouvir a trilha sonora. Esteticamente o filme está lindo, cada personagem nos encanta (até mesmo os vilões), não posso esquecer de comentar que a Moana bebê é a coisinha mais fofa do mundo hahaha!  Moana definitivamente veio para ganhar nossos corações

Beijinhos

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O Menino Feito de Blocos

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Uma vez li em algum lugar que leitores são geralmente mais empáticos, pois em meio às histórias eles aprendem a sentir o que as personagens sentem, a tentar entender o universo delas, e “o menino feito de blocos” fez com que eu tivesse certeza sobre isso.

Logo que recebi esse livro fiquei muito curiosa pelo fato de se tratar de autismo, afinal, sempre foi um assunto que me despertou certa curiosidade. A história é sobre Alex que é pai de Sam, um garotinho autista. Alex não entende muito bem o mundo de Sam, o que desgasta seu casamento, até que ele se vê fora de casa, morando com seu melhor amigo e sem emprego. Tudo muda quando ele resolve começar a se aproximar de seu filho e com a ajuda do jogo Minicraft isso começa a se tornar possível.

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“A vida é construída sobre as pequenas coisas”

Eu nunca tive nenhum contato com crianças ou pessoas autistas, por isso me vi em um mundo totalmente novo durante a leitura. Imagino que foi dessa forma que Alex tenha se sentido ao descobrir o porquê de seu filho não ser como as outras crianças, ele foi jogado em um mundo que não conhecia, o que provavelmente foi assustador. No entanto, para Sam deve ser mais assustador ainda, tente imaginar viver em um mundo onde suas emoções são mais afloradas, tudo é mais intenso, e qualquer coisa que saia do seu controle te deixe desesperado? Nós podemos tentar imaginar isso, mas viver na pele com certeza é dez vezes pior.

Ao ler o livro, ver a perspectiva do Alex e o comportamento de Sam, fez com que eu vivesse diversas emoções como desespero e alegria. O livro todo houve grande oscilação em meus sentimentos, pois a cada página, a cada dia passado, nunca se sabia como Sam agiria, se haveriam progressos ou retrocessos. E Alex disse isso várias vezes, pois se algo inesperado ocorresse no dia a dia de Sam, a reação dele não poderia ser prevista, o que o deixava tenso de passar até mesmo algumas horas com o filho.

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O mundo para Sam já era difícil, no entanto alguns fatos fazem com que isso o torne ainda pior, como  o fato de sofrer bullying na escola. Apesar da inocência em crianças, estas podem ser cruéis também e Sam por ser tão fechado em seu mundo sofria com isso, agravando o fato dele não gostar da escola e socializar com outras pessoas.

Através da história percebi que autistas são pessoas como nós, no entanto, com uma sensibilidade e inteligência extrema. Isso é facilmente notável quando Sam começa a jogar Minicraft, ele cria monumentos e ao passar do tempo vai ficando cada vez melhor. No jogo ele pode criar o próprio mundo, tem o controle das peças, o que o torna mais forte e confiante para viver no mundo real. Alex muitas vezes compara o mundo real com o jogo para ajudar Sam em certas situações, e em uma dessas, ele disse uma frase que me marcou muito:

“A vida é uma aventura, não um passeio. É por isso que é difícil.”

Apesar de falar muito de Alex e Sam que foram duas personagens que amei, a história contém outras importantes como Jody (mãe de Sam) e Dan (melhor amigo de Alex). As personagens são muito bem construídas, assim como o enredo e a leitura fluiu facilmente, apesar de não ter sido rápida, pois saboreei cada página e esse universo novo.

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O livro é todo inspirado na experiência de vida do autor com seu filho, o que o torna ainda mais interessante.  Eu recomendo demais, principalmente para aqueles que assim como eu, nunca tiveram contato com pessoas autistas.

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